Como acompanhar propostas de planejamento tributário em um escritório contábil
Uma proposta de planejamento tributário só faz sentido depois de confirmar o faturamento e o regime atual da empresa, porque os limites de cada regime definem o que o escritório pode propor. O acompanhamento gira em torno do estudo entregue e da data combinada para a decisão, e não em torno do preço.
Por que a proposta esfria nesse serviço
O planejamento tributário exige um estudo antes da decisão. Enquanto o estudo não chega, o empresário costuma comparar regimes por conta própria e, quando o escritório volta a falar com ele, a conversa já esfriou.
Além disso, quem decide costuma ser o sócio, e quem fornece os números é o financeiro. Se apenas um dos dois participa da reunião, a proposta trava no outro.
O que confirmar antes de propor
- Faturamento dos últimos 12 meses e projeção para o ano.
- Regime tributário atual e há quanto tempo a empresa está nele.
- Atividade principal e se há mais de uma atividade.
- Se a empresa pretende crescer acima do limite do regime atual.
Que limites definem o que dá pra propor
Por isso a primeira pergunta ao lead é o faturamento: ele decide quais regimes entram no estudo.
- Microempresa: receita bruta anual de até R$ 360.000,00. Empresa de pequeno porte: acima disso e até R$ 4.800.000,00 (Lei Complementar nº 123/2006, art. 3º).
- Lucro presumido: pode optar a empresa cuja receita total no ano anterior foi de até R$ 78.000.000,00 (perguntas e respostas da Receita Federal sobre a ECF).
Etapas do funil desse serviço
- Contato novo: origem, faturamento aproximado e regime atual registrados.
- Reunião de levantamento: números confirmados e decisor identificado.
- Estudo entregue: com data marcada para a conversa de decisão.
- Decisão: sim, não ou ajuste de escopo, sempre com o motivo registrado.
Exemplo ilustrativo
Conta simples, e não resultado de cliente: uma empresa que fatura R$ 4.500.000 por ano está a R$ 300.000 do limite de R$ 4.800.000 da empresa de pequeno porte, cerca de 6,7% acima do faturamento atual. Esse tipo de margem curta é o gancho do follow-up: cada mês de crescimento aproxima a empresa da mudança de regime, e o estudo mostra o impacto antes que ela aconteça.
Erros comuns nesse tipo de proposta
- Enviar valor antes de confirmar o faturamento.
- Entregar o estudo sem marcar a conversa seguinte.
- Falar só com o sócio e nunca com quem tem os números.
- Tratar a decisão do regime como definitiva, sem revisão anual.
Como a Acelera Contab trabalha
A Acelera Contab estrutura oferta, qualificação, CRM, roteiro de reunião e follow-up e opera as campanhas de tráfego pago no Meta e no Google, com painel semanal de CPL, CAC e payback. Quem conduz a reunião e assina o contrato é o time do escritório.
Fontes
- Lei Complementar nº 123/2006 (Planalto)
- Receita Federal: perguntas e respostas sobre lucro presumido na ECF, documento atualizado até 31/12/2020. Confira o limite vigente antes de propor.
Perguntas frequentes
Preciso saber o regime da empresa antes de enviar a proposta?
Sim. O regime atual e o faturamento definem quais alternativas entram no estudo e, portanto, o escopo e o valor.
Quanto tempo o empresário leva para decidir?
Varia com o porte e com quem participa da decisão. Por isso a data da conversa seguinte deve ser combinada na entrega do estudo.
O planejamento tributário é um serviço pontual ou recorrente?
Pode ser os dois. O estudo inicial é pontual, e a revisão anual costuma virar acompanhamento recorrente, conforme o escopo combinado.